domingo, 31 de dezembro de 2017


Buenas galera! 2017 já élvis e agora é 2018. Sim, teremos Lula lá... aonde eu não sei, mas acredito que isso dará volatilidade e boas oportunidades.

Eu prefiro Lulá lá em Piraquara/PR. Até porque, se é para ressocializar quem cometeu um crime... Brasília não é o ambiente propício.

02 de Janeiro de 2018 marca dois anos de blog InvestirParaViver. Foram dois anos em que aprendi bastante sobre investimentos (pelo menos eu acho), e o blog tem sido uma ferramenta incrível para isso. Escrever o que venho fazendo, registrando as rentabilidades e etc. funciona como um histórico dessa jornada. Um histórico que consulto seguidamente para aprimorar o que vem dando certo e repensar sobre o que não vem dando um retorno tão bom.

2017 termina com a venda de um imóvel e esse valor vai turbinar a carteira financeira. Parte desse valor veio em dezembro  e o restante deve vir em janeiro. A questão agora é aonde investir... por hora vou priorizar a renda fixa pós-fixada, mesmo com as taxas não muito atrativas, mas o foco é ter liquidez para aproveitar eventuais oportunidades. Quanto a distribuição da carteira, vou continuar com a mesma divisão, ao menos, por enquanto.

E dezembro, como foi? Então, vamos aos números:
  1. A Carteira valorizou 1,68% turbinada, principalmente pelas ações. O Ibovespa subiu bem na segunda metade de dezembro, mas esse movimento não me convenceu. Subiu mesmo com notícias não muito boas e sem volume. Espero (e torço para) uma queda em janeiro ou fevereiro, aí posso comprar melhor.
    • Carteira financeira perdeu para Ibovespa e Dólar no mês, ficando acima de CDI, IFIX e IPCA.
  2. Ações bateram o Ibov: 6,93% vs 6,16%
  3. FIIs superaram o IFIX: 0,98% vs 0,60%
  4. Outras Rendas Fixas ficaram em linha com o CDI: +0,55% vs +0,54%
  5. Tesouro Direto ficou positivo no mês mas perdeu para o CDI: 0,48% vs 0,54%. Nesse mês, a causa do desempenho baixo no TD foram os aportes feitos na última semana do mês
  6. As doletas ganharam bem do dólar comercial - aportei próximo do fundo do mês: 2,10% vs 1,31%

Aportes e Retiradas

Dezembro foi um mês de dedicação ao trabalho (últimas viagens do ano) e aos trâmites da venda do imóvel.
Com essa venda, o aporte foi gordo e deverá ser maior em janeiro. Coloquei praticamente tudo na renda fixa pós fixada, aos poucos pretendo migrar para a renda variável mantendo o limite de 30%.

Objetivos 2018 

PROJETO 1 MILHÃO - 2019
Chegar a 1 milhão na carteira financeira? Não... esse objetivo seria para 2019, a não ser que tenha uma surpresa muito positiva, uma vez que não tenho ideia de vender mais nenhum imóvel no curto prazo.
O grande objetivo em 2018 é a estruturação da carteira de ações. Hoje tenho um amontoado de papéis sem muito critério nos objetivos. Pretendo traçá-los a partir de 2018 e começar a colocar essa carteira nos eixos.
Quanto a rentabilidade anual, gostaria de atingir, ao menos, 10%, mas tenho ciência que será difícil em vista que a Selic deve ficar na faixa de 6,5-7,0% a.a. e estou bastante cético com a renda variável para aumentar a exposição nesse momento.
No campo profissional, estou fazendo uma avaliação de carreira e pretendo definir meu futuro em breve, mesmo que a definição seja permanecer aonde estou.
Quanto à saúde, tenho que cuidar mais dela. Perder peso, retomar os exercícios e curtir mais família e lazer. Infelizmente esse é o objetivo mais difícil para mim...

Bola de Cristal

Faz algum tempo que não escrevo esse quadro, até porque estava ficando repetitivo, mas agora, com a virada do ano, acho que vale a pena:

  1. Lula 1: acredito que ele será condenado pelo TRF-4 e, com isso bolsa para cima e dólar para baixo. Quanto? Acho que não muito, pois já tivemos a precificação na marcação da data do julgamento. Se eu fizer alguma aposta, será bem pouco dinheiro no cenário contrário, pois a queda da bolsa e a subida do dólar seriam fortes.
  2. Lula 2: acredito que, mesmo condenado, seguirá candidato via liminares. O apoio a outro candidato de esquerda seria o Plano Z dele, o importante (para ele) é conseguir a imunidade.
  3. Eleições 2018: não simpatizo com nenhum dos candidatos melhores colocados nas pesquisas. No entanto, entendo que o foco deveria estar muito mais no Congresso do que no Planalto. Minha expectativa é de que teremos bastante volatilidade no mercado e, quedas exageradas serão oportunidades de compra. Espero estar atento aos movimentos.
  4. Reformas: acho que a reforma da previdência não passa e, se passar, será uma meia-sola que terá que ser revista em breve. Não importa o governo (direita ou esquerda) é preciso baixar o gasto público, então as reformas serão imprescindíveis.
  5. Ameaça externa: temos sempre a imprevisibilidade de uma acontecimento como uma guerra (EUA x Coréia do Norte, por ex.), atentados de grande proporção, eventos que nem imaginamos, etc. Mas, a redução do excesso de liquidez será imprescindível e, cedo ou tarde, irá ocorrer. Não adianta nos enganarmos em achar que dessa vez será diferente, porque nunca foi e, acredito, que nunca será. A redução da liquidez transfere investimentos da renda variável para a fixa e tende a afetar o preço das ações - Lei da Oferta e da Demanda. Paciência, acho que isso contribui para boas oportunidades na compra de ações. Apenas torço para que a redução da liquidez seja feita de forma progressiva ao invés de termos um estouro de bolha como 2008.
  6. Otimismo ou pessimismo: enxergo que as ações brasileiras foram tão castigadas nos últimos tempos que, nem mesmo essa retomada deixou a bolsa tão cara. Não vejo mais muitas barganhas como em 2016 e 2017, mas ainda assim podemos garimpar ações de boas empresas a preços interessantes. Isso reforça meu objetivo de depurar minha carteira. Se conseguirmos manter as taxas de juros baixas na economia brasileira, a bolsa tupiniquim continuará atrativa.
Bueno, era isso por esse ano. Um feliz 2018 para todos e bons investimentos.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Carteira de FIIs IPV - revisão

Buenas, galera! Na renda variável, FIIs são os ativos os quais invisto há mais tempo e, por isso, considero que minha carteira já atingiu uma certa maturidade. Isso não quer dizer que a carteira seja espetacular, que seja a mais lucrativa e equilibrada do mercado, nem que eu a recomende para você. Um bom investimento, para mim, tem que ser lucrativo no longo prazo e não dar dor de cabeça. Hoje enxergo minha carteira de FIIs nesse patamar. Ao menos, não me dá dor de cabeça, quanto ao lucro no longo prazo... tem que esperar o longo prazo...

Independente das classificações que Bovespa, blogs e sites fazem, eu classifico os FIIs de acordo com os ativos que eles têm. Por exemplo, KNRI11 para mim ele é praticamente 55% logística e 45% escritórios. De onde tiro isso?



Além do relatório de gestão eu confiro o informe mensal. Lá vejo como o fundo está distribuindo seu patrimônio. No caso do KNRI11, vi que ele tem cerca de 5,2% do patrimônio em LCIs, o que acho aceitável. Além disso o fundo mantém cerca de 2,6% em títulos públicos e outros ativos para liquidez imediata - também aceitável. Por fim, não investe em nenhum outro FII. Porque essa análise? Meu objetivo na compra de KNRI11 é a renda advinda da locação dos seus imóveis, e não da participação em outros FIIs ou recebíveis. Se eu quiser um Fundo de Fundos ou Fundo de Recebíveis, eu compro um com esse perfil, e não um fundo tijolo.

Algumas exceções ocorrem: casos como no BRCR11 em que boa parte do seu patrimônio está no FII Prime Portfólio, um fundo fechado onde ele detém 100% das cotas. Nesse caso considero a participação no FII Prime Portfólio como imóveis do BRCR11 e não participação em outros FIIs.

Não, o IPV não é doido em fazer isso todo o mês... duas vezes por ano, e só. Se algo está fora do normal vejo se tem explicação plausível. Por exemplo, se algum fundo tijolo, desenvolvimento ou fundo de fundos fez emissão de cotas recente, entendo como normal ter um percentual elevado em recebíveis de curto prazo ou títulos públicos. O mesmo vale para um fundo de gestão ativa quando vende um imóvel.

Bueno, esmiuçado os percentuais que cada fundo tem nos respectivos segmentos, eu aproprio o valor investido no FII nessas classes. Desse modo, e tendo definido minha meta para cada segmento, vou trabalhando minha carteira para manter o equilíbrio.
Preferencialmente, faço o ajuste através de aportes e não através de vendas. Como não tenho lá muuuuita experiência, procuro diversificar dentro dos segmentos. No entanto, hoje conto com 24  na carteira e acho que é demais. Sendo assim, algumas vendas serão inevitáveis.

Meu yield anual está na faixa de 7,5%. Já esteve bem superior, mas, com a valorização das cotas, os proventos baixaram um pouco. Além disso, em 2017 foquei na compra de vacância, o que também afetou o yield. Enfim, FII bom, barato e com elevado yield ficou no passado (mas pode voltar). Além do mais, 7,5% isento de IR não é tão baixo assim considerando que a Selic está nos mesmos 7,5% e deve cair um pouco mais.

Bueno, era isso...


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Fechamento de Novembro/17 - lá vem o Brasil descendo a ladeira!

Acho que voltamos para a beira do abismo
Buenas galera! O ano acabando, e parece que o namoro com o mercado não vai vingar... a dúvida que fica é: acabou o bull market ou é só uma correção? Entendo que o mercado precificou a melhora da economia, a diminuição do desemprego, as reformas... e, agora, está cobrando a conta: economia voltou a cresce, emprego está diminuindo, os resultados das empresas estão melhores, algumas reformas foram feitas, mas... isso já foi precificado. Então não adianta o PIB crescer 1,0-1,5% pois isso não deve animar o mercado. Precisaríamos da Reforma da Previdência e, essa, eu acho que vai ficar para 2019.

Bom, a coisa não tá feia só no institucional, minha carteira encolheu novamente esse mês, após dois meses de crescimento. Alguns não recorrentes fizeram eu raspar a guaiaca e o resultado foi uma retirada de grana. A expectativa é de que isso não se repita nos próximos meses, mas vamos ver... não custa pedir uma ajuda!

Então vamos aos resultados do mês:
  1. A Carteira teve desvalorização de 0,25% - impactada principalmente pelo resultado do Tesouro Direto e das Ações. Assim, teve desempenho superior ao Ibovespa e IFIX, mas perdeu para os demais benchmarks - até pros pilas que ficaram na carteira.
  2. Ações superaram o Ibov: -1,38% vs -3,15%
  3. FIIs superaram o IFIX: +0,55% vs -0,60%
  4. Outras Rendas Fixas ficaram em linha com o CDI: +0,55% vs +0,57%
  5. Tesouro Direto registrou novo prejuízo em Novembro e perdeu para o CDI: -0,55% vs 0,57%. O principal motivo para a queda foi o preju apurado no TD-Selic+35
  6. As doletas também apanharam do dólar comercial: -0,97% vs -0,06%

Aportes e Retiradas


Em novembro tive um encolhimento da carteira, onde a principal classe sacrificada foi a de Outras Rendas Fixas. Nos FIIs coloquei uma merrequinha e fui mais generoso com Ações e FIIs.

Quanto aos calotes momentâneos, consegui recuperar parte do atrasado, mas o net permaneceu igual pois, em Novembro, mais um cheque de cliente voltou e estou tentando receber. Isso já tá enchendo o saco!!!

Em Novembro fiz mais uma troca de parte de TD-IPCA+35 por TD-Selic e é bem provável que continue essa migração em Dezembro, embora o foco desse mês é avaliar o risco da carteira e planejar 2018. Por hora não consigo adiantar nada, a não ser que vou tentar seguir a Regra Número 1.


Bom, o clipe de hoje não é Moraes Moreira / Pepeu Gomes com a música do título. Escolhi Paralamas do Sucesso com cover de Legião Urbana (Que País é Esse). Mas sabemos bem... é o País que construímos com o jeitinho brasileiro, com a lei de Gérson, com a propina pro guarda da esquina, com aquele valor a mais na nota que a empresa vai nos reembolsar, com a sonegação, com a mutreta... sempre me pergunto se as críticas aos políticos são por causa da ética ou do ciúmes...


Um grande abraço a todos e bons investimentos!!!