domingo, 4 de dezembro de 2016

Fechamento Novembro/16 - 1,04% mais perto da IF - medalha, medalha, medalha!!!

Buenas, galera! Novembro foi um mês intenso, parece que levou um ano para passar, né? Eleições americanas, disparada do minério de ferro, reunião da OPEP, bolsa sobe, bolsa despenca, dólar dispara, dólar cai, dólar volta a subir, juros futuros sobem, juros futuros sobem mais um pouco, tragédia com a Chapecoense, oportunismo da máfia política, tensão - muita tensão! Por fim, o COPOM reduziu a nossa taxa Selic em 0,25pp como esperado. Na minha opinião uma decisão correta.

Na vida extra blog, o mês foi intenso também. Muitas viagens, preparação de agenda e contagem regressiva para as gloriosas e esperadas FÉRIAS!

Hoje o foco da postagem é o resultado do mês de Novembro, que foi negativo em todas as classes de ativos, com exceção do dólar. No entanto, achei estranho ter obtido resultado negativo nas Outras Rendas Fixas. No Tesouro Direto, como aplico uma grande parcela em TD-IPCA, é normal o resultado negativo, uma vez que o preço do título sofre marcação a mercado, mas na classe outras rendas fixas isso não deveria acontecer.

Mas, tudo bem, como a contabilidade é semelhante ao balanço de massa em um processo, uma hora essa diferença aparece...

Em resumo, o resultado da carteira financeira foi negativo em 2,30% e o patrimônio financeiro cresceu 1,04% (R$ 3.751), embora o aporte tenha sido de R$ 12.380.


Resultados de Novembro/16

  • Crescimento patrimonial: R$ 3.751 (+1,04%)
    • Aportes: R$ 12.380 (3,42%)
    • Valorização: - R$ 8.604 (-2,38%)
  • Ações: R$ 39.904
    • Valorização: -7,27%
    • Vendas: R$ 11.799
      • 200 BOVA11 - custo médio R$ 58,99 / ETF
    • Compras: R$ 10.991
      • 100 ABEV3 - custo médio R$ 18,08 / ação
      • 100 CVCB3 - custo médio R$ 23,21 / ação
      • 50 EGIE3 - custo médio R$ 35,95 / ação
      • 200 ITSA4 - custo médio R$ 8,77 / ação
      • 100 PETR4 - custo médio R$ 16,56 / ação
      • 100 WEGE3 - custo médio R$ 16,55 / ação
    • Aportes: -R$ 857
    • Com excessão de EGIE3 (estável), CVCB3 (+2,51) e VALE5 (+10,66), todas as ações desvalorizaram no mês
    • Mais de 70% da minha carteira teve queda superior a 10% no mês, entretanto a carteira ainda permanece positiva
  • FIIs: R$ 53.427 
    • Cotas desvalorizaram 2,93%
    • Proventos: R$ 365
    • Compras R$ 2.564: FIGS (5 cotas), FFCI (850 cotas), TRLX (5 cotas), MFII (5 cotas)
    • Aporte líquido R$ 2.199
  • Tesouro Direto: R$ 141.751
    • Aporte: R$ 2.004 em TD-IPCA 2019 e 2024
    • Valorização: -0,93%
      • TD-IPCA continua dersvalorizando com o juro futuro subindo, apesar da queda da Selic. Entretanto, no longo prazo acredito numa boa performance da carteira.
  • Outras Rendas Fixas: R$ 120.919
    • Aporte R$ 8.035 - principalmente em CDB
    • Valorização: -2,42%
  • Reserva Cambial: R$ 9.561
    • Aporte de R$ 1.000 no fundo cambial
    • Valorização: +5,13%
  • Imóveis: R$ 500.000

Outubro x Novembro:

Dezembro, onde pretendo investir?

No mês passado passei a considerar uma mudança na distribuição da carteira, e esta ficou assim: 65-70% RF, 25-30% (Ações/ETF/FIIs) e 5% Dólar.
  • Renda Fixa:
    • A tendência é manter aportes em TD-IPCA 2019 e 2014
    • Com a subida das taxas do TD-IPCA 2035 devo voltar aos aportes no papel
    • CDB atrelado ao CDI ou IPCA
  • Ações:
    • No mês passado vendi BOVA11 e ainda tenho algum saldo para compra de ações
    • Para dezembro devo incluir EZTC3 na carteira e, talvez, EMBR3
    • Estou avaliando outros papéis com foco no B&H
  • FIIs:
    • Sigo comprando no segmento de logística (TRXL, HGLG são candidatos), e dois papéis já definidos: FFCI e MFII
    • Por hora estou evitando recebíveis e agências
    • Meta atual da carteira: Agências 10%, Desenvolvimento 5%; Escritório 30%; Logística 15%; Shopping 10%, Hotéis 5%; Recebíveis 10% e Fundo de FIIs 15%
  • Dólar:
    • Seguem as compras...
  • Imóveis:
    • Por hora, nem pensar!!!

Bola de Cristal

Volatilidade: a crise européia deve voltar à cena (ao menos no curto prazo) e a instabilidade política interna está preocupando - onde há fumaça tem fogo!
Inflação: a inflação vem desacelerando, porém sinto que existe uma preocupação com o Dólar - o que não é infundado. Caso Trump coloque em prática seu plano de governo, deve ocorrer um aumento na inflação americana, ou seja, teremos inflação em Dólar.
Bolsa: no mês passado disse: "vai que é um Dodge, até quando? Não sei..." pois é eu estou considerando um período de baixa nos ativos - ótimo para o B&H!
Juros: na última reunião, o COPOM "frustrou" as expectativas do mercado e cortou a Selic em apenas 0,25pp. Na minha opinião foi bem acertado, não que não se pudesse cortar 0,50pp, mas acredito que o COPOM preferiu ser mais comedido em face as incertezas externas e internas. Acredito que na próxima reunião teremos um corte de 0,50pp - salvo algum evento muito atípico (disparada do Dólar além do controle, instabilidade política interna e/ou externa). Não estou considerando a renúncia do Renzi na Itália, pois isso já estava na conta, ao meu ver.
Dólar: com a eleição do Trump, minha expectativa de comprar a 3,15 foi por água a baixo. Mudou de fifteen para fifty - kkk. Enxergo o Dólar num patamar de 3,30 a 3,50, por hora, acho que vai um tempo até estabilizar.

Como em Novembro não faltou mau tempo... segue Guns'n'Roses November Rain


sábado, 12 de novembro de 2016

Mais compras de Novembro!

Mas um post flash... estou relatando uma compra diferente que estou fazendo esse mês. Brindes!

Isso mesmo, como trabalho na área de vendas, o relacionamento é fundamental, e nisso, entram os brindes. Gosto muito de escolher esses brindes. Não aquelas canetas com o logo da empresa, cadernos, agendas - isso é praxe, não conta ponto. Mas quando entrego o brinde que eu comprei e noto que o cliente gostou, saio bem satisfeito pois meu trabalho está sendo bem feito.

IPV porque está sendo bem feito? "Ler" o cliente é fundamental na venda, em especial no B2B. Nenhum cliente vai dizer que gostaria de ganhar um chocolate, ou um vinho, ou uma caneta do seu time de futebol, etc - a não ser que seja "bola" mesmo. Então, acertar o brinde é mérito do vendedor, pois conseguiu achar um ponto fraco do cliente. Um ponto onde poderá quebrar o gelo numa negociação de preços, ou numa hora de aperto qualquer. É sempre bom saber de algum assunto para desviar a conversa quando o clima está desfavorável.

Lembro de uma vez que, numa renegociação de preço, o clima esquentou. Foi na subida do dólar em 2008, na crise... o cliente estava irredutível e foi quando pedi para tomar um copo de água - nem estava com sede, mas precisava interromper a conversa que estava desfavorável. Quando retornei, perguntei sobre o time de futebol dele... graças a Deus o time dele estava indo bem e consegui, ao menos, deixar a negociação aberta.

Naquela visita não negociei mais, simplesmente disse: "a minha proposta de novo preço é a mais favorável para a minha empresa. A sua posição de não aceitar reajuste é a melhor para a sua. Eu vou conversar com a minha empresa para propormos um reajuste melhor e você poderia avaliar até onde você pode me ajudar, pode ser?" O "tudo bem" dele foi a senha de que a negociação estava aberta. Na semana seguinte comprei uma caneta personalizada do time dele e entreguei antes de inciar a negociação... resultado: aumento repassado!!!

Bah! Era para ser um post curto... mas vamos lá. Então vou ao Paraguai exterior investir em alguns brindes. Salto del Guirá lá vou eu! Sim, muitos quando pensam em Paraguai, pensam em Ciudad del Este (fronteira com Foz do Iguaçú/PR), mas eu sempre preferi Salto del Guairá. A diferença para quem mora (ou conhece) São Paulo, Ciudad del Este é a 25 de Março e Saldo del Guairá é o Iguatemi. Exagerei um pouco, mas tudo bem, Salto é seguro, com boas lojas, praticamente não tem ambulantes, tem estacionamento na faixa no Shopping Mercosur (ao menos tinha na última vez que fui), ou seja, bem melhor.

Quanto à distância, para quem vem de SP ou do norte do PR, pegando Maringá/PR como referência, Salto está a 300 km (sem pedágios) e Foz uns 410 km (com pedágios). Para quem vem do sul (SC e RS) ou da região sudoeste, central e leste do PR, pegando a cidade de Cascavel como referência, Salto está a 170 km (sem pedágios) e Foz a uns 150 km (com pedágios). Sendo assim, não vejo vantagens em Foz/Ciudad del Este para compras. Agora, se for turismo, Guíra/PR e Salto del Guirá não tem nada, ao contrário de Foz.

Obviamente, também vou pegar uns presentes para Natal, vinho, espumante, etc. isso depedendo do preço, pois com essa subida das doletas...

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Compras parciais de Novembro!

Buenas, galera! Hoje vou fazer um post bem curto, mais curto que coice de porco.

Esta semana começou a entrar a mascada e iniciei as compras. Por hora, em FIIs mais do mesmo. Comprei umas cotas de FFCI, TRXL e FIGS. Agora tenho que dar uma avaliada na carteira, mas acredito logística meu percentual atingiu o objetivo e as próximas compras devem ser em agências, escritório e ainda alguns trocados em shopping. Também estou pensando em comprar MFII11, mas ainda não avaliei o suficiente.

Em ações, comprei PETR4 - infelizmente ontem e hoje ela derreteu!!! Faz parte! Vamos ver como vai andar o Ibovespa... tomara que a correção continue pois estou achando tudo muito caro.

No TD também não fui feliz, pois comprei TD IPCA+ (19 e 24) e hoje os juros futuros dispararam. Tudo bem, no longo prazo isso tudo dilui.

Um abraço a todos!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

IPV, o Trader!

Buenas, galera! Quem acompanha o blog sabe que compro ações focando no Buy and Hold, e esta é e será minha estratégia principal. Mas... recentemente resolvi entrar em dois swing trades, um com VALE5 e outro com EMBR3.

Hoje encerrei as duas posições por um motivo: eleições americanas. Não quero correr o risco de ter surpresas no final de semana e segunda-feira os papéis abrirem com gap. Além disso, é bem provável que na semana que vem eu não possa acompanhar o mercado e, em qualquer dia o mercado pode abrir com gap por causa do pleito ianque.

Você pode estar se perguntando: o mercado pode abrir com gap em qualquer dia? Sim, mas se temos um combustível para isso, com data agendada, porque não gerenciar o risco e ficar fora? Foi o que decidi.

Vamos aos trades: no trade de VALE5 o lucro ficou em R$ 398,81 (24,56%) e em EMBR3 R$ 494,60 (10,76%).

No caso de EMBR3 tive um stop acionado e retomei o trade, por isso, tive um custo um pouco maior. Além disso, em VALE5 negociei 100 ações e em EMBR3 foram 300 papéis.

Tudo lindo e maravilhoso, né? Pois é... encerrei os trades hoje pela manhã antes de sair do hotel. Iria ficar o dia inteiro na estrada e não queria arriscar... o lucro estava bom. Então, após a execução das ordens ela apareceu: A LEI DE MURPHY!!! Vale que estava capengando, chegou a bater em R$ 20,84 e fechou a R$ 20,50 e Embraer que parecia que iria derreter reverteu e fechou em R$ 17,33 (fez máxima em 17,68)!!! Para piorar, com o valor da venda de VALE5 comprei ABEV3 a R$ 18,00 e a desgraça fechou a R$ 17,72 abaixo do nível que considerava suporte (R$ 17,80). Menos mal que ABEV3 é da carteira B&H!

Realmente o lucro estava com um gosto amargo - poderia ser maior. Embora não seja um trader estava entendendo a máxima que o trader sempre lamenta: quando aciona o stop loss, lamenta o prejuízo; quando sai no lucro lamenta que entrou com pouco dinheiro na operação... aí, eu li este post do Uó http://abacusliquid.com/stop-loss-trade/. Melhor o lucro!!!

Algumas lições ficaram. Eu não consegui colocar o stop móvel e isso poderia ter maximizado o lucro - preciso aprender a fazer isso. Mas fiquei satisfeito com o gerenciamento de risco. Desde o início da operação decidi quanto poderia perder e acho que isso é o mais importante. Abaixo, seguem os gráficos com as linhas de estrada, saída, stop e alvo de cada trade.
 
Para finalizar, uma banda gaúcha TNT (Não Sei). Bastante sugestivo para o assunto!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Fechamento Outubro/16 - 7,26% mais perto da IF - medalha, medalha, medalha!!!

Buenas, galera! Minha formação é da área química, por isso, uma das minhas características é a sublimação... nas últimas semanas acabei não escrevendo e também acompanhando muito pouco os amigos da luta pela IF. Em suma, sumi um pouco focando no trabalho, o motor para chegar a IF.

Como praxe volto para postar os resultados do mês encerrado, mas antes, gostaria de sair um pouco do assunto finanças:

Hoje foi o dia de minha doação de sangue, um dia importante para mim. Um dia que me sinto muito feliz pelo ato praticado. Um ato simples que pode ajudar muita gente. Dor? Sim, a agulhada incomoda, mas, certamente a dor de quem recebe a doação é maior. Não escrevo isso para fazer marketing de bom samaritano e sim com o intuito de que você que não é doador venha a ser. É um ato gratuito de um valor incalculável!!!

Retornando ao assunto finanças, outubro foi mais um mês excelente. No início de 2016, tinha uma meta de chegar a 300k na minha carteira financeira (sem considerar imóveis), mas, a dois meses do término do ano, acredito que 400k seja uma meta possível, então... ao infinito e além!!!

Resultados de Outubro/16


  • Crescimento patrimonial: R$ 24.484 (+7,26%)
    • Aportes: R$ 14,717 (4,36%)
    • Valorização: R$ 9,767 (2,90%)
  • Ações: R$ 43.890
    • Valorização: +12,70%
    • Aportes: R$ 3.532
      • 100 ABEV3 - custo médio R$ 19,41 / ação
      • 100 VALE5 - custo médio R$ 16,24 / ação
    • Com excessão de ABEV3 (-2,97) e TUPY3 (-4,88), todas as ações tiveram valorização no mês
    • Destaques em valorização foram PETR4 (+31,70), BBAS3 (+28,85%) e VALE5 (+27,38%)
  • FIIs: R$ 52.840 
    • Cotas valorizaram +4,99%
    • Proventos: R$ 347
    • Venda R$ 2.789: 40 cotas de BCFF
    • Compras R$ 5.275: FIGS (15 cotas), FLRP (2 cotas), FFCI (267 cotas), HTMX (17 cotas), TRLX (5 cotas)
    • Aporte líquido R$ 2.139
  • Tesouro Direto: R$ 141.082
    • Aporte: R$ 3.527 em TD-IPCA 2019 e 2024
    • Valorização: +0,86%
      • A valorização foi baixa pois após meu aporte em TD-IPCA o juro futuro subiu e eu contava com mais queda. De toda a forma, no longo prazo acredito que comprei numa boa taxa.
  • Outras Rendas Fixas: R$ 115.905
    • Aporte R$ 3.500 num empréstimo garantido
    • Valorização: +1,04%
  • Reserva Cambial: R$ 8.094
    • Compra de US$ 300
    • Aporte de R$ 1.000 no fundo cambial
    • Valorização: -1,17%
  • Imóveis: R$ 500.000

Novembro, onde pretendo investir?

Atualmente minha carteria objetivo é 73% RF, 25% (Ações/ETF/FIIs) e 2% Dolar. Entretanto, considero o valor em RF que possuo bastante confortável e estou avaliando em reduzir o peso de RF para 65%, deixando 30% para Ações, ETF e FIIs e 5 em Dolar. Por hora isso ainda está em análise.
  • Renda Fixa:
    • A tendência é manter o foco em TD-IPCA 2019 e 2014
    • Talvez algum CDB atrelado ao CDI
  • Ações:
    • Com a queda de ABEV3, esta torna-se uma boa candidata a um aporte extra
    • Estou avaliando outros papéis com foco no B&H
  • FIIs:
    • A princípio vou continuar a compra nos segmentos de logística e shoppings, mas nesse mês, é provável que foque mais em logística. Preciso estudar um pouco mais o mercado...
    • Compra de FFCI é certa
  • Dolar:
    • Seguem as compras...
  • Imóveis:
    • Por hora, nem pensar!!!

Bola de Cristal

Volatilidade: estamos em temporada de balanços e isso influi. Mas a principal fonte de volatilidade, na minha opinião, fica por conta da eleição americana. Obviamente, um retrocesso no avanço das reformas também pode abalar a confiança nos ativos de risco.
Inflação: a inflação de setembro foi bem baixa, além das expectativa. A de Outubro espera-se algo na faixa de 0,27% e, se vier em linha, pode reforçar a confiança da trajetória mais comportada.
Bolsa: vai que é um Dodge, até quando? Não sei...
Juros: na última reunião do Copom tivemos o início do ciclo de cortes da taxa Selic e, pelo reflexo dos juros futuros, o mercado esperava algo mais. Acredito que o comportamento da inflação irá ditar o ritmo para as novas quedas de juros, uma vez que as reformas (aparentemente) estão andando bem.
Dólar: infelizmente não consegui comprar quando chegou próximo a R$ 3,11. Gostaria de comprar abaixo de R$ 3,15 em Novembro e acho que será possível.

Segue Neil Young e Pearl Jam...

domingo, 9 de outubro de 2016

Compras de Outubro (FIIs) + Carteira (atualização parcial)

Buenas, galera! Ao contrário de Setembro onde o mês iniciou de forma desestimulante pela sensível queda das comissões recebidas, Outubro mostrou-se bem promissor. Então vamos lá. A primeira parte da mascada já veio e já aloquei em FIIs.

Neste mês tive também a venda de parte de BCFF11B para reequilibrar a carteira mas, sendo sincero, vi que fiz algo um pouco sem sentido (para mim). Isso porque é um fundo que ainda pretendo manter em carteira. Sendo assim, é muito provável que no futuro (talvez distante) irei comprá-lo novamente. Além disso, parte dessa venda foi para baixar minha exposição ao BTG, mas acabei comprando outro FII com BTG no meio, ou seja, mudou o bolso mas a calça é a mesma. Paciência, quanto às compras, optei por:
Sim, isso mesmo, eu optei pela compra de VACÂNCIA. Não sei se foi certo ou errado... mas o tempo dirá. Dentre as vacâncias optei por dois segmentos: logística e shoppings - dois segmentos em que eu estava fora até maio deste ano


Shoppings: meu FII preferido no setor é HGBS11, mas nesse mês resolvi comprar dois outros. Um dos FIIs de Shopping que optei pela compra foi o FIGS11. Este FII tem participação em dois Shoppings localizados em Guarulhos/SP (36,5% do Parque Shopping Maia e 36,5% do Shopping Bonsucesso), e tem uma RMG de R$ 0,83 por cota até abril de 2019. Por hora o DY é elevado, mas o FII está gerando apenas 30-35% da RMG, e imagino que será difícil manter essa distribuição (R$ 0,83 por cota) após o abril de 2019, mas chegando na faixa de R$ 0,50 por cota, estarei satisfeito. Como entrei com poucas cotas, ao longo dos próximos meses vou avaliando e se resolver sair, sem problemas.
Investi também no FLRP11B, que possui 35,37% do Floripa Shopping Center, localizado em Florianópolis, na rodovia que liga o centro ao norte da ilha. O DY anual deve ficar na faixa de 7,5-8%. A ocupação de 97% foge à compra de vacância, mas entendo que ainda está descontado e, com uma melhora na economia, acredito na melhora na receita. Pelos meus critérios, o principal ponto negativo do FLRP11B é a baixa liquidez, no entanto avalio que esta seja suficiente para sair do papel com rapidez, caso deseje.

Logística: assim como o segmento de Shoppings, acho que os FIIs de logística estão bem descontados e resolvi apostar no setor. Até então estava exposto com HGLG11 e KNRI11 (tem cerca de 50% em imóveis para logística). No entanto, esse mês comprei TRXL11, que está com uma vacância enorme (64% física e 56% financeira). O fundo possui seis imóveis sendo três vagos (Pavuna, Navegantes e Parque Novo Mundo) e três locados (Ceratti, Magna e Itambé).
Também avaliei para compra o GRLV11, acho um bom fundo, porém preocupa a dependência da Ambev. Recentemente houve uma redução de 26,8% no valor do aluguel da Ambev, prorrogando o término da locação para 30/11/20. Vou seguir acompanhando...

Abaixo segue rentabilidade da carteira de FII, sem considerar os proventos recebidos, ou seja, somente  a valorização das cotas. Sinceramente, gostaria que estivessem todas no vermelho para continuar comprando barato!

Finalizando, abaixo segue minha carteira atualizada:
CARTEIRA IPV
set/16 out/16*
Tesouro Direto 136.345,37        137.704,83
Fundos Imobiliários        48.190,86          49.190,27
Ações/ETFs         35.412,00         37.364,00
Reserva Cambial           6.174,21            7.196,50
Outras RF       111.205,44        110.596,44
Subtotal    337.327,88    342.052,04
Imóveis     500.000,00      500.000,00
Total    837.327,88    842.052,04
*parcial

terça-feira, 4 de outubro de 2016

FII de Papéis - alto DY, mas...

Buenas galera!

Como já publiquei, minha carteira financeira (sem os imóveis) tem cerca de 15% de FIIs, que é a segunda classe de ativos que mais invisto atualmente, a primeira é RF. Então, obviamente FIIs não teriam esse lugar de destaque se não fosse de meu interesse.

Bom, preferências à parte, neste post gostaria de avaliar a evolução das cotas patrimoniais dos FIIs de Papéis para entender o que está ocorrendo com o valor desses FIIe se o DY está realmente compensando.

Desde já, deixo claro que não tenho nada contra eles, inclusive tenho alguns na minha carteira.

Abaixo seguem gráficos com a evolução das cotas patrimoniais de alguns FIIs de Papéis. Escolhi os FIIs pela liquidez e avaliei os últimos cinco anos (quando possível). No gráfico da esquerda plotei a variação nominal destas (com alguns ajustes) e no da direita a sua variação percentual.

 Notas:
  • BCRI11: inicio em 07/15 com a cota a R$ 100,00
  • CPTS11: inicio em 09/14 com a cota a R$ 100,00
  • HGCR11: dividi o valor da cota por 10 para não distorcer o gráfico, e melhorar a avaliação
  • JSRE11: em 30/09/14 incorporou BJRC11 e JSIM11 e desdobrou as cotas em 1:10. Para melhorar a visualização deixei todas as cotas na mesma base, ou seja, dividi as cotas anteriores ao desdobramento por 10. Este FII tem cerca de 55% do PL em recebíveis, 25% em cotas de FIIs, 1,4% em imóveis para locação e o restante em fundos de renda fixa, por isso alguns não consideram JSRE11 como FII de recebíveis, mas entendo que deva ser avaliado como tal
  • KNCR11: em 07/14 desdobrou as cotas em 1:10. Para melhorar a visualização deixei todas as cotas na mesma base, ou seja, dividi as cotas anteriores ao desdobramento por 10
Noto que, com a exceção do XPGA11, os demais FIIs tiveram valor das cotas patrimoniais caindo, ou sem uma evolução que acompanhasse ao menos o IPCA. A minha opinião é que o cotista, embora esteja recebendo um DY elevado, está 'perdendo' patrimônio uma vez que o PL não acompanha a inflação. Lembrando que valor e cotação não são a mesma coisa.

Avaliando as cotas patrimoniais dos FIIs de Tijolo, por ex., veremos que o valor também diminui, porém, isso deve-se à avaliação patrimonial, e espera-se que o patrimônio do fundo acompanhe (ou supere) a inflação, ao longo do tempo. Já nos recebíveis isso isso não ocorre pois o capital pago pelo devedor não é corrigido, uma vez que o rendimento é distribuído e/ou gasto nas despesas do FII.

Em conversa com o RI de alguns FIIs (aqueles retornaram meu contato), as informações foram de acordo com o que escrevi acima e, a sugestão lógica para manter o valor, seria o cotista reinvestir ao menos a perda com a inflação em novas cotas.

Então, avalio que o DY de um FII de recebíveis não é líquido e preciso destinar parte dele para a manutenção do patrimônio.

Você concorda?

Por fim, quero reforçar novamente que não tenho nada contra os FIIs de Papéis. Acho que é uma boa opção de investir de forma diversificada em recebíveis, e tenho cerca de 15% deles na minha carteira (JSRE11, KNCR11, FEXC11B), além de ter AGCX11 que possui 1/3 do PL em recebíveis. 

OBS: não considere esta postagem como uma recomendação de investimento até porque não sou habilitado para tal, o intuito é criar uma discussão sobre o tema para o crescimento de todos.

Um abraço e, como ando meio nostálgico, hoje All Along The Watchtower (Lenny Kravitz & Eric Clapton - 1999).