segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Educação financeira de pai para filho. O episódio do vídeo game...

Buenas, galera! Aos que são pais (ou que pretendem ser no futuro), vocês já se questionaram em como iniciar a educação financeira dos seus filhos? Eu me pergunto frequentemente, mas como toda a educação, acredito que ela se valha mais pelos exemplos do que pela teoria. Ou seja, acredito que os filhos tendem a seguir mais os exemplos do que os ensinamentos teóricos.

Há algum tempo atrás meu filho queria trocar o vídeo game dele, porém o vídeo game era praticamente novo e eu vi aí uma oportunidade de aprendizado para ele. Sugeri que ele comprasse o novo vídeo game pelo esforço dele, ou seja, poupando até juntar o valor.

  • Surpresa #1: eu imaginava que ele não se empolgaria com a ideia, mas ocorreu o contrário. Ele disse: "Bah! vai ser legal, porque todos os meus amigos ganham essas coisas dos pais, e eu vou comprar com o meu dinheiro".

  • Surpresa #2: após a grata satisfação pela reação dele à ideia, imaginei que ele iria desistir pelo caminho, mas não. Já fazem dois anos que ele vem poupando e, embora tenha passado por momentos de desilusão, devido ao saldo da sua poupança, ele se manteve firme e determinado.

  • Surpresa #3: durante as férias fomos olhar alguns vídeo games para avaliar a compra e comparamos o saldo dele... está quase lá. Aí sugeri um empréstimo para ver a reação dele. Obviamente que o imediatismo pesou, e ele não descartou a sugestão. Começou a avaliar, mas depois de um tempo declinou a proposta de empréstimo. "Quero comprar com o meu dinheiro" disse ele, e acrescentou: "se eu pegar emprestado, terei que pagar o que pedi emprestado, para depois conseguir comprar outra coisa que quiser". Realmente a atitude surpreendeu-me novamente. Trata-se de um pré-adolescente, ansioso para conquistar um bem que tem valor para ele, mas está, ao meu ver, agindo de forma muito mais responsável que muitos adultos que conheço.

Você tem alguma experiência na transferência da educação financeira aos seus filhos? Conte aí...

Hoje resolvi homenagear o amigo blogueiro Surfista Calhorda que recentemente passou a barreira dos 200k
http://elenaosurfanada.blogspot.com/2017/01/independencia-financeira-e-tchau.html
Achei no Youtube o clássico dos Replicantes "Surfista Calhorda"... a música é de 1986 do LP "O Futuro é Vortex", um dos mais influentes trabalhos do punk nacional.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Copom reduz a taxa Selic para 13,00% ao ano

"O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 13,00% a.a., sem viés.
A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:
O conjunto dos indicadores sugere atividade econômica aquém do esperado. A evidência disponível sinaliza que a retomada da atividade econômica deve ser ainda mais demorada e gradual que a antecipada previamente;
No âmbito externo, o cenário ainda é bastante incerto.  Entretanto, até o momento, os efeitos do fim do interregno benigno têm sido limitados;
A inflação recente continuou mais favorável que o esperado. Há evidências de que o processo de desinflação mais difundida tenha atingido também componentes mais sensíveis à política monetária e ao ciclo econômico;
A inflação acumulada no ano passado alcançou 6,3%, bem abaixo do esperado há poucos meses e dentro do intervalo de tolerância da meta para a inflação estabelecido para 2016;
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 4,8% para 2017, e mantiveram-se ancoradas ao redor de 4,5% para 2018 e horizontes mais distantes;
As projeções condicionais do Copom também recuaram em relação às divulgadas no Relatório de Inflação passado, que foram baseadas no conjunto de informações disponíveis até 9 de dezembro de 2016. Dentre outros fatores, os recuos nas projeções foram influenciados por dados de inflação e atividade econômica divulgados desde então. As projeções no cenário de referência encontram-se em torno de 4,0% e 3,4% para 2017 e 2018, respectivamente. Já no cenário de mercado, situam-se em torno de 4,4% e 4,5% para 2017 e 2018, respectivamente; e
Os passos no processo de encaminhamento e aprovação das reformas fiscais têm sido positivos até o momento.
O Comitê ressalta os seguintes riscos para o cenário básico para a inflação:
Por um lado, (i) o alto grau de incerteza no cenário externo pode dificultar o processo de desinflação; (ii) o processo de desinflação de alguns componentes do IPCA mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária requer atenção contínua; (iii) o processo de aprovação e implementação das reformas e ajustes necessários na economia é longo e envolve incertezas;
Por outro lado, (iv) a atividade econômica mais fraca e o elevado nível de ociosidade na economia podem produzir desinflação mais rápida que a refletida nas projeções do Copom; (v) a inflação tem se mostrado mais favorável, o que pode sinalizar menor persistência no processo inflacionário; e (vi) o processo de aprovação e implementação das reformas e ajustes necessários na economia pode ocorrer de forma mais célere que o antecipado.
Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 13,00% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com intensificação da flexibilização monetária em curso.
O Copom avaliou a alternativa de reduzir a taxa básica de juros para 13,25% e sinalizar uma intensidade maior de queda para a próxima reunião. Entretanto, diante do ambiente com expectativas de inflação ancoradas, o Comitê entende que o atual cenário, com um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado, já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização. A extensão do ciclo e possíveis revisões no ritmo de flexibilização continuarão dependendo das projeções e expectativas de inflação e da evolução dos fatores de risco mencionados acima.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel."
Será que o Ilan amarelou? O mercado já estava prevendo uma possibilidade dessa redução de 0,75 p.p., mas para um Copom tão austero e independente, que reduziu 0,25 p.p. na última reunião pular para 0,75 p.p., sei lá... não que eu seja contra ao corte de 0,75 p.p.
Fica claro no comunicado a preocupação com a atividade econômica, o que é louvável, mas o papel do Copom é controlar a inflação. Tudo bem, foi citado que a inflação veio menor que o esperado e está ancorada em níveis satisfatórios para os próximos dois anos e horizontes mais distantes. Mas o risco externo e interno (aprovação efetiva das reformas) ainda persistem e, acredito que o mercado agora vá precificar uma redução mais intensa da taxa Selic, indo para 10% no final de 2017, ou quem sabe até abaixo disso.
Fazendo um contraponto, talvez tenha sido uma bela tacada de mestre. Com a atividade fraca, e o ambiente ameno, acredito que o Copom tenha reduzido ao máximo possível a taxa de juro, e vai pagar para ver o que ocorre até fevereiro (e depois até abril). Se o ambiente continuar favorável, podemos ter um novo corte forte. Acredito que o mercado não vai aceitar menos que 0,50 p.p. e deve esperar novo corte de 0,75 p.p.
Porque isso seria uma tacada de mestre? Trump, a grande incógnita externa, assume no próximo dia 20 e, durante os primeiros 100 dias de governo, pode haver volatilidade, mas será o tempo que o mercado vai avaliar a realidade do novo governo antes de se posicionar realmente. Caso os ventos soprem a favor (dólar e inflação), continuaremos com o afrouxamento monetário, caso contrário, se a inflação voltar a subir, a festa pode acabar. Entretanto, se a taxa Selic ainda estiver alta, como aumentá-la? Agora, se ela estiver mais baixa, mesmo que gerando um pouco de inflação além do previsto, pode-se reduzir ou até interromper o ciclo de queda afetando menos a economia. Sendo assim, acredito que o Copom vai reduzir o máximo possível nas próximas duas reuniões (fevereiro e abril) e ajustar, se necessário, a partir de maio.
Não sei se você concorda ou discorda, mas não se abstenha. Deixe seu comentário para discutirmos o assunto, assim, todos ganham...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Fechamento Dezembro/16 - 4,01% mais perto da IF + primeiro ano do Blog! Medalha, medalha, medalha!!!

Buenas, galera! Dezembro se foi e 2016 também. Foi um ano dos improváveis e das mudanças: Impeachment, Brexit, Trump... mas vejo que foi um ano muito positivo, ao menos, acho que o Brasil termina muito melhor do que começou.
Para mim foi um ano incrível, com um excelente crescimento na minha carteira financeira, embora os imóveis estejam parados, mas imóveis são assim mesmo. No campo pessoal, o nascimento de minha filha, após de mais de uma década de espera foi o evento mais importante do ano, porque não da década.
Também foi o primeiro ano do Blog, o que me deu muito prazer em manter ao longo desses doze meses. Hoje, dia 02/jan, o blog está de aniversário!!!
Mas porque resolvi escrever o blog? Por que sei muito de economia e de TI e posso fazer algo novo e interessante? Não, longe disso... não sou da área econômica e sou um zero à esquerda em TI. Os motivos para iniciar o blog foram: entender um pouco mais sobre esse mundo das conexões sociais, estar mais ligado ao meu filho (pré adolescente) e, se possível, incentivá-lo a gostar de investimentos. Para mim seria mais fácil escrever sobre alimentos, aditivos e conservantes, contaminação, formulações de biscoitos, linguiças, mortadelas, salsichas, salames, queijos... mas, para mim, isso iria acrescentar muito pouco, então busquei escrever sobre investimentos. Assim, estou aprendendo algo novo a cada post, lendo os blogs dos amigos e com as trocas de idéias.
No mês de dezembro dediquei-me a finalizar o ano na empresa, com as visitas de final de ano e entrega de brindes aos clientes e, depois, engatei as férias. Vinte dias, até dia 09/jan, que estou interrompendo para postar. Nos investimentos, também tirei "férias" e foquei quase todos os aportes na renda fixa e dólar.
Vamos aos resultados de dezembro:
 
  • Evolução da carteira financeira: R$ 14.646 (4,01%)
  • Aportes: R$ 10.767 (2,95%)
  • Valorização da Carteira: R$ 3.878 (1,03%)

Renda Variável:

  • Ações: dezembro foi mais um mês negativo na carteira de ações
    • Valorização: -2,72%
    • Compras: 100 WEGE3 R$ 1.448,46
    • Proventos: R$ 486,35
  • Fundos Imobiliários: o mês foi de valorização para a carteira de FIIs
    • Valorização: 0,70%
    • Compras: R$ 1.350,42 sendo: 200 FFCI11 R$ 325,09 + 10 MFII11 R$ 1.025,33
    • Proventos: R$ 387,82

Renda Fixa:

  • Tesouro Direto: boa valorização em dezembro e aportei quando houve a alta dos juros no início do mês
    • Valorização: 2,52 %
    • Compras:R$ 3.778,59 sendo: 0,88 TD-IPCA19 (R$ 2.256,20) + 0,17 TD-IPCA24 (R$ 317,19) + 1,25 TD-IPCA35 (R$ 1.205,20)
  • Outras Rendas Fixas:
    • Valorização: 1,06%
    • Aportes: R$ 2.064,15

Reserva Cambial:

  • Doletas: tiveram um bom aporte, mas a rentabilidade foi negativa.
    • Valorização: -3,52%
    • Aporte (fundo cambial): R$ 3.000,00

Principais pontos de 2016:

  • Evolução patrimonial da carteira financeira: R$ 166.722 (+78,58%)
  • Valorização da carteira financeira: 17,46%
  • Aportes: R$ 110.216 - média superior a 9k / mês
  • Ações: valorização de 39,74%
  • FIIs: valorização de 24,83%
  • Tesouro Direto: valorização de 21,90%
  • Outras Rendas Fixas: valorização de 6,75%
  • Doletas: desvalorização de 2,86% (aportes iniciaram em junho)
  • Diminuição da exposição em imóveis de 70,1% para 56,8% sem girar patrimônio, apenas pelo aumento da posição em outros ativos

E 2017?


Eu já tenho minhas expectativas para o ano, mas prefiro colocar num próximo post para não deixar esse tão longo. O que gostaria de adiantar é que espero um ano bem positivo e vejo dois fatores principais de instabilidade:
  • Prosseguimento do governo Temer
  • Realidade do governo Trump
  • Obviamente, existem várias hidden threats, mas isso é tão complicado de avaliar como contemplá-las num planejamento (ao menos para mim)
Sendo assim, o que pretendo é:
  • Manter o mesmo ritmo... aportes em renda fixa, ações, fundos imobiliários e dólar
  • Crescer 35% na carteira financeira, passando dos 500k
  • Com o crescimento acima, a exposição em imóveis cairia para menos de 50%, mantendo a mesma avaliação dos imóveis
  • Alterar minha carteira financeira para 30% RV, 65% RF, manter as doletas em 5%. 
Com um pequeno delay no tema, U2 - New Year's Day

domingo, 4 de dezembro de 2016

Fechamento Novembro/16 - 1,04% mais perto da IF - medalha, medalha, medalha!!!

Buenas, galera! Novembro foi um mês intenso, parece que levou um ano para passar, né? Eleições americanas, disparada do minério de ferro, reunião da OPEP, bolsa sobe, bolsa despenca, dólar dispara, dólar cai, dólar volta a subir, juros futuros sobem, juros futuros sobem mais um pouco, tragédia com a Chapecoense, oportunismo da máfia política, tensão - muita tensão! Por fim, o COPOM reduziu a nossa taxa Selic em 0,25pp como esperado. Na minha opinião uma decisão correta.

Na vida extra blog, o mês foi intenso também. Muitas viagens, preparação de agenda e contagem regressiva para as gloriosas e esperadas FÉRIAS!

Hoje o foco da postagem é o resultado do mês de Novembro, que foi negativo em todas as classes de ativos, com exceção do dólar. No entanto, achei estranho ter obtido resultado negativo nas Outras Rendas Fixas. No Tesouro Direto, como aplico uma grande parcela em TD-IPCA, é normal o resultado negativo, uma vez que o preço do título sofre marcação a mercado, mas na classe outras rendas fixas isso não deveria acontecer.

Mas, tudo bem, como a contabilidade é semelhante ao balanço de massa em um processo, uma hora essa diferença aparece...

Em resumo, o resultado da carteira financeira foi negativo em 2,30% e o patrimônio financeiro cresceu 1,04% (R$ 3.751), embora o aporte tenha sido de R$ 12.380.


Resultados de Novembro/16

  • Crescimento patrimonial: R$ 3.751 (+1,04%)
    • Aportes: R$ 12.380 (3,42%)
    • Valorização: - R$ 8.604 (-2,38%)
  • Ações: R$ 39.904
    • Valorização: -7,27%
    • Vendas: R$ 11.799
      • 200 BOVA11 - custo médio R$ 58,99 / ETF
    • Compras: R$ 10.991
      • 100 ABEV3 - custo médio R$ 18,08 / ação
      • 100 CVCB3 - custo médio R$ 23,21 / ação
      • 50 EGIE3 - custo médio R$ 35,95 / ação
      • 200 ITSA4 - custo médio R$ 8,77 / ação
      • 100 PETR4 - custo médio R$ 16,56 / ação
      • 100 WEGE3 - custo médio R$ 16,55 / ação
    • Aportes: -R$ 857
    • Com excessão de EGIE3 (estável), CVCB3 (+2,51) e VALE5 (+10,66), todas as ações desvalorizaram no mês
    • Mais de 70% da minha carteira teve queda superior a 10% no mês, entretanto a carteira ainda permanece positiva
  • FIIs: R$ 53.427 
    • Cotas desvalorizaram 2,93%
    • Proventos: R$ 365
    • Compras R$ 2.564: FIGS (5 cotas), FFCI (850 cotas), TRLX (5 cotas), MFII (5 cotas)
    • Aporte líquido R$ 2.199
  • Tesouro Direto: R$ 141.751
    • Aporte: R$ 2.004 em TD-IPCA 2019 e 2024
    • Valorização: -0,93%
      • TD-IPCA continua dersvalorizando com o juro futuro subindo, apesar da queda da Selic. Entretanto, no longo prazo acredito numa boa performance da carteira.
  • Outras Rendas Fixas: R$ 120.919
    • Aporte R$ 8.035 - principalmente em CDB
    • Valorização: -2,42%
  • Reserva Cambial: R$ 9.561
    • Aporte de R$ 1.000 no fundo cambial
    • Valorização: +5,13%
  • Imóveis: R$ 500.000

Outubro x Novembro:

Dezembro, onde pretendo investir?

No mês passado passei a considerar uma mudança na distribuição da carteira, e esta ficou assim: 65-70% RF, 25-30% (Ações/ETF/FIIs) e 5% Dólar.
  • Renda Fixa:
    • A tendência é manter aportes em TD-IPCA 2019 e 2014
    • Com a subida das taxas do TD-IPCA 2035 devo voltar aos aportes no papel
    • CDB atrelado ao CDI ou IPCA
  • Ações:
    • No mês passado vendi BOVA11 e ainda tenho algum saldo para compra de ações
    • Para dezembro devo incluir EZTC3 na carteira e, talvez, EMBR3
    • Estou avaliando outros papéis com foco no B&H
  • FIIs:
    • Sigo comprando no segmento de logística (TRXL, HGLG são candidatos), e dois papéis já definidos: FFCI e MFII
    • Por hora estou evitando recebíveis e agências
    • Meta atual da carteira: Agências 10%, Desenvolvimento 5%; Escritório 30%; Logística 15%; Shopping 10%, Hotéis 5%; Recebíveis 10% e Fundo de FIIs 15%
  • Dólar:
    • Seguem as compras...
  • Imóveis:
    • Por hora, nem pensar!!!

Bola de Cristal

Volatilidade: a crise européia deve voltar à cena (ao menos no curto prazo) e a instabilidade política interna está preocupando - onde há fumaça tem fogo!
Inflação: a inflação vem desacelerando, porém sinto que existe uma preocupação com o Dólar - o que não é infundado. Caso Trump coloque em prática seu plano de governo, deve ocorrer um aumento na inflação americana, ou seja, teremos inflação em Dólar.
Bolsa: no mês passado disse: "vai que é um Dodge, até quando? Não sei..." pois é eu estou considerando um período de baixa nos ativos - ótimo para o B&H!
Juros: na última reunião, o COPOM "frustrou" as expectativas do mercado e cortou a Selic em apenas 0,25pp. Na minha opinião foi bem acertado, não que não se pudesse cortar 0,50pp, mas acredito que o COPOM preferiu ser mais comedido em face as incertezas externas e internas. Acredito que na próxima reunião teremos um corte de 0,50pp - salvo algum evento muito atípico (disparada do Dólar além do controle, instabilidade política interna e/ou externa). Não estou considerando a renúncia do Renzi na Itália, pois isso já estava na conta, ao meu ver.
Dólar: com a eleição do Trump, minha expectativa de comprar a 3,15 foi por água a baixo. Mudou de fifteen para fifty - kkk. Enxergo o Dólar num patamar de 3,30 a 3,50, por hora, acho que vai um tempo até estabilizar.

Como em Novembro não faltou mau tempo... segue Guns'n'Roses November Rain


sábado, 12 de novembro de 2016

Mais compras de Novembro!

Mas um post flash... estou relatando uma compra diferente que estou fazendo esse mês. Brindes!

Isso mesmo, como trabalho na área de vendas, o relacionamento é fundamental, e nisso, entram os brindes. Gosto muito de escolher esses brindes. Não aquelas canetas com o logo da empresa, cadernos, agendas - isso é praxe, não conta ponto. Mas quando entrego o brinde que eu comprei e noto que o cliente gostou, saio bem satisfeito pois meu trabalho está sendo bem feito.

IPV porque está sendo bem feito? "Ler" o cliente é fundamental na venda, em especial no B2B. Nenhum cliente vai dizer que gostaria de ganhar um chocolate, ou um vinho, ou uma caneta do seu time de futebol, etc - a não ser que seja "bola" mesmo. Então, acertar o brinde é mérito do vendedor, pois conseguiu achar um ponto fraco do cliente. Um ponto onde poderá quebrar o gelo numa negociação de preços, ou numa hora de aperto qualquer. É sempre bom saber de algum assunto para desviar a conversa quando o clima está desfavorável.

Lembro de uma vez que, numa renegociação de preço, o clima esquentou. Foi na subida do dólar em 2008, na crise... o cliente estava irredutível e foi quando pedi para tomar um copo de água - nem estava com sede, mas precisava interromper a conversa que estava desfavorável. Quando retornei, perguntei sobre o time de futebol dele... graças a Deus o time dele estava indo bem e consegui, ao menos, deixar a negociação aberta.

Naquela visita não negociei mais, simplesmente disse: "a minha proposta de novo preço é a mais favorável para a minha empresa. A sua posição de não aceitar reajuste é a melhor para a sua. Eu vou conversar com a minha empresa para propormos um reajuste melhor e você poderia avaliar até onde você pode me ajudar, pode ser?" O "tudo bem" dele foi a senha de que a negociação estava aberta. Na semana seguinte comprei uma caneta personalizada do time dele e entreguei antes de inciar a negociação... resultado: aumento repassado!!!

Bah! Era para ser um post curto... mas vamos lá. Então vou ao Paraguai exterior investir em alguns brindes. Salto del Guirá lá vou eu! Sim, muitos quando pensam em Paraguai, pensam em Ciudad del Este (fronteira com Foz do Iguaçú/PR), mas eu sempre preferi Salto del Guairá. A diferença para quem mora (ou conhece) São Paulo, Ciudad del Este é a 25 de Março e Saldo del Guairá é o Iguatemi. Exagerei um pouco, mas tudo bem, Salto é seguro, com boas lojas, praticamente não tem ambulantes, tem estacionamento na faixa no Shopping Mercosur (ao menos tinha na última vez que fui), ou seja, bem melhor.

Quanto à distância, para quem vem de SP ou do norte do PR, pegando Maringá/PR como referência, Salto está a 300 km (sem pedágios) e Foz uns 410 km (com pedágios). Para quem vem do sul (SC e RS) ou da região sudoeste, central e leste do PR, pegando a cidade de Cascavel como referência, Salto está a 170 km (sem pedágios) e Foz a uns 150 km (com pedágios). Sendo assim, não vejo vantagens em Foz/Ciudad del Este para compras. Agora, se for turismo, Guíra/PR e Salto del Guirá não tem nada, ao contrário de Foz.

Obviamente, também vou pegar uns presentes para Natal, vinho, espumante, etc. isso depedendo do preço, pois com essa subida das doletas...

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Compras parciais de Novembro!

Buenas, galera! Hoje vou fazer um post bem curto, mais curto que coice de porco.

Esta semana começou a entrar a mascada e iniciei as compras. Por hora, em FIIs mais do mesmo. Comprei umas cotas de FFCI, TRXL e FIGS. Agora tenho que dar uma avaliada na carteira, mas acredito logística meu percentual atingiu o objetivo e as próximas compras devem ser em agências, escritório e ainda alguns trocados em shopping. Também estou pensando em comprar MFII11, mas ainda não avaliei o suficiente.

Em ações, comprei PETR4 - infelizmente ontem e hoje ela derreteu!!! Faz parte! Vamos ver como vai andar o Ibovespa... tomara que a correção continue pois estou achando tudo muito caro.

No TD também não fui feliz, pois comprei TD IPCA+ (19 e 24) e hoje os juros futuros dispararam. Tudo bem, no longo prazo isso tudo dilui.

Um abraço a todos!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

IPV, o Trader!

Buenas, galera! Quem acompanha o blog sabe que compro ações focando no Buy and Hold, e esta é e será minha estratégia principal. Mas... recentemente resolvi entrar em dois swing trades, um com VALE5 e outro com EMBR3.

Hoje encerrei as duas posições por um motivo: eleições americanas. Não quero correr o risco de ter surpresas no final de semana e segunda-feira os papéis abrirem com gap. Além disso, é bem provável que na semana que vem eu não possa acompanhar o mercado e, em qualquer dia o mercado pode abrir com gap por causa do pleito ianque.

Você pode estar se perguntando: o mercado pode abrir com gap em qualquer dia? Sim, mas se temos um combustível para isso, com data agendada, porque não gerenciar o risco e ficar fora? Foi o que decidi.

Vamos aos trades: no trade de VALE5 o lucro ficou em R$ 398,81 (24,56%) e em EMBR3 R$ 494,60 (10,76%).

No caso de EMBR3 tive um stop acionado e retomei o trade, por isso, tive um custo um pouco maior. Além disso, em VALE5 negociei 100 ações e em EMBR3 foram 300 papéis.

Tudo lindo e maravilhoso, né? Pois é... encerrei os trades hoje pela manhã antes de sair do hotel. Iria ficar o dia inteiro na estrada e não queria arriscar... o lucro estava bom. Então, após a execução das ordens ela apareceu: A LEI DE MURPHY!!! Vale que estava capengando, chegou a bater em R$ 20,84 e fechou a R$ 20,50 e Embraer que parecia que iria derreter reverteu e fechou em R$ 17,33 (fez máxima em 17,68)!!! Para piorar, com o valor da venda de VALE5 comprei ABEV3 a R$ 18,00 e a desgraça fechou a R$ 17,72 abaixo do nível que considerava suporte (R$ 17,80). Menos mal que ABEV3 é da carteira B&H!

Realmente o lucro estava com um gosto amargo - poderia ser maior. Embora não seja um trader estava entendendo a máxima que o trader sempre lamenta: quando aciona o stop loss, lamenta o prejuízo; quando sai no lucro lamenta que entrou com pouco dinheiro na operação... aí, eu li este post do Uó http://abacusliquid.com/stop-loss-trade/. Melhor o lucro!!!

Algumas lições ficaram. Eu não consegui colocar o stop móvel e isso poderia ter maximizado o lucro - preciso aprender a fazer isso. Mas fiquei satisfeito com o gerenciamento de risco. Desde o início da operação decidi quanto poderia perder e acho que isso é o mais importante. Abaixo, seguem os gráficos com as linhas de estrada, saída, stop e alvo de cada trade.
 
Para finalizar, uma banda gaúcha TNT (Não Sei). Bastante sugestivo para o assunto!!!