terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Carteira de FIIs IPV - revisão

Buenas, galera! Na renda variável, FIIs são os ativos os quais invisto há mais tempo e, por isso, considero que minha carteira já atingiu uma certa maturidade. Isso não quer dizer que a carteira seja espetacular, que seja a mais lucrativa e equilibrada do mercado, nem que eu a recomende para você. Um bom investimento, para mim, tem que ser lucrativo no longo prazo e não dar dor de cabeça. Hoje enxergo minha carteira de FIIs nesse patamar. Ao menos, não me dá dor de cabeça, quanto ao lucro no longo prazo... tem que esperar o longo prazo...

Independente das classificações que Bovespa, blogs e sites fazem, eu classifico os FIIs de acordo com os ativos que eles têm. Por exemplo, KNRI11 para mim ele é praticamente 55% logística e 45% escritórios. De onde tiro isso?



Além do relatório de gestão eu confiro o informe mensal. Lá vejo como o fundo está distribuindo seu patrimônio. No caso do KNRI11, vi que ele tem cerca de 5,2% do patrimônio em LCIs, o que acho aceitável. Além disso o fundo mantém cerca de 2,6% em títulos públicos e outros ativos para liquidez imediata - também aceitável. Por fim, não investe em nenhum outro FII. Porque essa análise? Meu objetivo na compra de KNRI11 é a renda advinda da locação dos seus imóveis, e não da participação em outros FIIs ou recebíveis. Se eu quiser um Fundo de Fundos ou Fundo de Recebíveis, eu compro um com esse perfil, e não um fundo tijolo.

Algumas exceções ocorrem: casos como no BRCR11 em que boa parte do seu patrimônio está no FII Prime Portfólio, um fundo fechado onde ele detém 100% das cotas. Nesse caso considero a participação no FII Prime Portfólio como imóveis do BRCR11 e não participação em outros FIIs.

Não, o IPV não é doido em fazer isso todo o mês... duas vezes por ano, e só. Se algo está fora do normal vejo se tem explicação plausível. Por exemplo, se algum fundo tijolo, desenvolvimento ou fundo de fundos fez emissão de cotas recente, entendo como normal ter um percentual elevado em recebíveis de curto prazo ou títulos públicos. O mesmo vale para um fundo de gestão ativa quando vende um imóvel.

Bueno, esmiuçado os percentuais que cada fundo tem nos respectivos segmentos, eu aproprio o valor investido no FII nessas classes. Desse modo, e tendo definido minha meta para cada segmento, vou trabalhando minha carteira para manter o equilíbrio.
Preferencialmente, faço o ajuste através de aportes e não através de vendas. Como não tenho lá muuuuita experiência, procuro diversificar dentro dos segmentos. No entanto, hoje conto com 24  na carteira e acho que é demais. Sendo assim, algumas vendas serão inevitáveis.

Meu yield anual está na faixa de 7,5%. Já esteve bem superior, mas, com a valorização das cotas, os proventos baixaram um pouco. Além disso, em 2017 foquei na compra de vacância, o que também afetou o yield. Enfim, FII bom, barato e com elevado yield ficou no passado (mas pode voltar). Além do mais, 7,5% isento de IR não é tão baixo assim considerando que a Selic está nos mesmos 7,5% e deve cair um pouco mais.

Bueno, era isso...


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Fechamento de Novembro/17 - lá vem o Brasil descendo a ladeira!

Acho que voltamos para a beira do abismo
Buenas galera! O ano acabando, e parece que o namoro com o mercado não vai vingar... a dúvida que fica é: acabou o bull market ou é só uma correção? Entendo que o mercado precificou a melhora da economia, a diminuição do desemprego, as reformas... e, agora, está cobrando a conta: economia voltou a cresce, emprego está diminuindo, os resultados das empresas estão melhores, algumas reformas foram feitas, mas... isso já foi precificado. Então não adianta o PIB crescer 1,0-1,5% pois isso não deve animar o mercado. Precisaríamos da Reforma da Previdência e, essa, eu acho que vai ficar para 2019.

Bom, a coisa não tá feia só no institucional, minha carteira encolheu novamente esse mês, após dois meses de crescimento. Alguns não recorrentes fizeram eu raspar a guaiaca e o resultado foi uma retirada de grana. A expectativa é de que isso não se repita nos próximos meses, mas vamos ver... não custa pedir uma ajuda!

Então vamos aos resultados do mês:
  1. A Carteira teve desvalorização de 0,25% - impactada principalmente pelo resultado do Tesouro Direto e das Ações. Assim, teve desempenho superior ao Ibovespa e IFIX, mas perdeu para os demais benchmarks - até pros pilas que ficaram na carteira.
  2. Ações superaram o Ibov: -1,38% vs -3,15%
  3. FIIs superaram o IFIX: +0,55% vs -0,60%
  4. Outras Rendas Fixas ficaram em linha com o CDI: +0,55% vs +0,57%
  5. Tesouro Direto registrou novo prejuízo em Novembro e perdeu para o CDI: -0,55% vs 0,57%. O principal motivo para a queda foi o preju apurado no TD-Selic+35
  6. As doletas também apanharam do dólar comercial: -0,97% vs -0,06%

Aportes e Retiradas


Em novembro tive um encolhimento da carteira, onde a principal classe sacrificada foi a de Outras Rendas Fixas. Nos FIIs coloquei uma merrequinha e fui mais generoso com Ações e FIIs.

Quanto aos calotes momentâneos, consegui recuperar parte do atrasado, mas o net permaneceu igual pois, em Novembro, mais um cheque de cliente voltou e estou tentando receber. Isso já tá enchendo o saco!!!

Em Novembro fiz mais uma troca de parte de TD-IPCA+35 por TD-Selic e é bem provável que continue essa migração em Dezembro, embora o foco desse mês é avaliar o risco da carteira e planejar 2018. Por hora não consigo adiantar nada, a não ser que vou tentar seguir a Regra Número 1.


Bom, o clipe de hoje não é Moraes Moreira / Pepeu Gomes com a música do título. Escolhi Paralamas do Sucesso com cover de Legião Urbana (Que País é Esse). Mas sabemos bem... é o País que construímos com o jeitinho brasileiro, com a lei de Gérson, com a propina pro guarda da esquina, com aquele valor a mais na nota que a empresa vai nos reembolsar, com a sonegação, com a mutreta... sempre me pergunto se as críticas aos políticos são por causa da ética ou do ciúmes...


Um grande abraço a todos e bons investimentos!!!

sábado, 25 de novembro de 2017

IPVS3 - Investir Para Viver Silvicultura!!!

Buenas, galera! Eu estava devendo um post dedicado ao projeto dos eucaliptos.

Porque investir numa plantação de Eucaliptos?


Sinceramente, eu não fiz uma avaliação precisa do retorno do investimento, e nem sei se o retorno do projeto será positivo. Sim, fiz uma conta de padaria, mas meus reais motivos para investir foram os seguintes:

1. Sempre tive interesse em investir na área rural;
2. Quem tem plantações de Eucaliptos (assim como Pinnus) está bastante desestimulado, pois os preços estão muito baixos. A consequência desse desestímulo é a óbvia migração do cultivo de florestas para outras atividades;
3. Assim, meu racional está em entrar na contramão da tendência, acreditando que terei madeira disponível quando o mercado estiver em alta.

Avaliar o projeto em si é um pouco difícil - muito no meu caso. Alguns fatores tem graus de liberdade muito grandes pois o investimento é de longuíssimo prazo. Obviamente, há uma maneira correta de fazer essa análise, mas eu preferi cuidar os riscos e acreditar no feeling.

O mercado de eucaliptos é impactado diretamente pela atividade econômica, uma vez que boa parte da sua produção é usada como energia. Siderurgia é o maior consumidor, mas diversas indústrias, também usam caldeiras a lenha. Na região onde moro, abatedouros e frigoríficos, laticínios, secadores de grãos, lavanderias industrias são grandes compradores de lenha e também de maravalha. Uma melhora na atividade econômica, leva a um aumento na demanda por lenha.

Outro mercado que afeta bastante o preço do eucalipto é o de celulose. Eucalipto é matéria-prima para celulose de fibra curta, mas nesse caso, não tenho nenhuma processadora de celulose próxima para eu vender a produção.

A construção civil consome varas, tábuas brutas e ripamento, e também está numa pindaíba danada. A expectativa é de que sua recuperação também contribua para a demanda por eucaliptos.

Finalmente, existe o mercado de serraria e laminação, mas o prazo para atender pode passar de 20 anos, e a maioria dos produtores não aguentam. Na minha visão, é aí que está o grande lucro, e esse é o meu objetivo. Abaixo ficará mais claro, quando explicar o ciclo de produção que pretendo seguir.


Ciclo de produção:


Pela lógica, inicia-se o ciclo pelo preparo da terra e plantio. E aí já tenho que decidir a densidade que vou trabalhar (árvores / hectare). Existem vários espaçamentos para o plantio de Eucalipto, desde os mais adensados (1,5 x 1,5) com foco quase que exclusivo em energia, até os bem espaçados (10 a 50 metros) para integrar gado à floresta. Eu estou usando espaçamento 3 x 2, ou seja, terei espaçamento de três metros entre as linhas e dois metros entre as ruas.

Nesse sistema terei cerca de 1.600 árvores por hectare com pasto integrado ao plantio florestal. Provavelmente o pasto sofra após alguns anos pois o eucalipto tende a ser dominante, mas a terra está nua e o pasto irá conter os efeitos nocivos das chuvas - já tive prejuízo com isso. 

Quanto à manutenção e colheita, a expectativa é a seguinte:

Na fase inicial, após a preparação do solo e o plantio propriamente dito, a maior preocupação é o ataque de formigas, o que venho combatendo desde o primeiro dia. Além das formigas, no primeiro ano, a limpeza no entorno das árvores é fundamental e deve ser feita através de capinas e roçadas. Por hora, o foco está só no combate às formigas, pois os pés ainda estão livres de mato.

2 anos: faz-se a desrama para evitar o aparecimento de nós nas madeiras. Caso seja possível, o material retirado será vendido para maravalha, lenha e/ou carvão.

4-6 anos: corte de 50% das árvores com venda para escoras, mourões, maravalha, lenha e/ou carvão. As árvores cortadas irão rebrotar e, após 4-6 anos, terei um novo corte. Espero um volume equivalente a 125 m³ de lenha por hectare nesse corte.

10-12 anos: corte de 75% das árvore com venda para escoras, mourões, maravalha, lenha e/ou carvão. Novamente as árvores cortadas irão rebrotar e darão um novo corte após 4-6 anos. Tenho a expectativa de um volume equivalente a 250 m³ de lenha por hectare.

16-20 anos: corte raso. 75% das árvores (as que são fruto de rebrotas) irão para o mercado de escoras, mourões, maravalha, lenha e/ou carvão. Nesse volume espero obter o equivalente a 375 m³ de lenha por hectare.
Já, nos 25% restante, é onde estará o grande lucro, pois o retorno financeiro deverá equivaler a 2.000 m³ de lenha por hectare vendendo para serraria e/ou laminação.

Escoras e Ripamento, Carvão, Maravalha, Lenha
Mourões, Tábuas e Lâminas

Há quinze dias o Rock perdeu uma grande figura: Malcolm Young, guitarrista base do AC/DC faleceu, e hoje trago o som deles no Monumental de Núñez (You shook me all night long). Sei que no Brasil assistimos a bons shows, mas quem tiver a oportunidade de, algum dia, assistir um show em Buenos Aires... é uma experiência única!!!

domingo, 5 de novembro de 2017

Fechamento de Outubro/17 - no creo en brujas pero que las hay las hay!

"Tá alto para carpir, tá baixo pra roçar e tá molhado pra queimar. Não tem o que fazer!!!"

Buenas, galera!!! Acabou Outubro e... foi um mês complicado. Baixo aporte, rentabilidade baixa, porém em linha com a realidade do mês... mas o pior, foi o grande desencaixe que tive pelos não recorrentes...

Vida que segue e que venha Novembro. Putz!!! Já começou assombroso!

Vamos direto aos resultados, e depois as lamúrias...
  1. A Carteira teve valorização de 0,71% - nenhuma pérola, mas no mês superou CDI (0,64%), IBOVESPA (0,02%), IFIX (0,24%), perdendo apenas para o Dólar (3,36%)
  2. Ações superaram o IBOV 1,07% x 0,02%
  3. FIIs superaram o IFIX 2,40% x 0,24%
  4. Outras Rendas Fixas bateram CDI: 0,88% x 0,64%
  5. Tesouro Direto registrou prejuízo de quase 1% e perdeu feio para o CDI (-0,96% x 0,64%). Os principais motivos para a queda foram as rentabilidades negativas das LTNs e NTN-Bs longas 
  6. Reserva Cambial rendeu ligeiramente a menos que o Dólar Comercial 3,05% x 3,36%

Em Outubro tive alguns não recorrentes que afetaram bastante o potencial de aporte. Vamos a eles:
Comecei Novembro com o pé esquerdo!!!!
  1. Custos de escritura e registro da terra.
  2. Inadimplência de um cliente afetou cerca de 15% das receitas do mês.
  3. Um acordo com o antigo inquilino resultou na troca de um saldo a receber por produtos para casa. Os produtos que recebi em troca da dívida eu iria comprar de qualquer forma, mas o desencaixe não seria agora.
  4. Para finalizar o mês, e entrar Novembro (com o pé esquerdo) o excesso de chuvas ocasionou um atraso no plantio dos eucaliptos. O problema foi majorado pelo fato de que as mudas já estavam na propriedade e a água levou quase todas. Para piorar, terei que refazer as curvas de nível no sítio antes de pensar em plantar. No total, estimo um gasto extra na casa de 6-8 k (horas máquina + mudas).
  5. Meu apartamento que representava uma graninha extra todo o mês está vago!!! Isso vai impactar a partir de Novembro.
Com a esguelepada no potencial dos aportes, estou vendendo alguns ativos que julgo maturados para equilibrar o caixa e atenuar o descompasso entre receitas e despesas. Nada que abale o planejamento macro, pois já imaginava que isso poderia ocorrer devido ao investimento pesado (para o meu bolso) no sítio.

Aportes e retiradas


Em Setembro vendi algumas Ações e FIIs para manter a liquidez pagar as contas do mês. Passado os gastos que tinha até o final daquele mês, retornei uma boa quantia para as ações em Outubro. No entanto, na última semana do mês chegaram os não recorrentes. Com esse imprevisto, os aportes de Outubro representaram a merreca de 0,20% sobre o saldo da carteira de Setembro.



O TD foi a classe que mais resgatei. No entanto, o número está um pouco distorcido pois tem um valor de venda de TD-IPCA+35 que está em conta corrente para compra de TD-Selic. Em Novembro, pretendo continuar a troca de TD-IPCA+35 por TD-Selic. Entendo que o risco (econômico e político) já está muito elevado para o meu perfil e pretendo reduzir minha exposição nesse títulos mais voláteis. Atualmente, minha exposição em NTN-Bs e LTNs longas está na faixa de 35% e pretendo chegar na faixa de 20%.

Novembro


Em Novembro pretendo recuperar, ao menos parcialmente, os valores que estão em atraso dos clientes e preparar a terra para o plantio. No balanço, deve entrar por um bolso e sai pelo outro... mas tudo bem.

Quanto aos aportes, pretendo focar em renda fixa pós-fixada. Estou um pouco cético com relação a ações e FIIs.

* Como a carteira de imóveis deve ficar parada por um bom tempo, a partir desse mês vou postar apenas sobre a Carteira Financeira.


Sucesso e bom investimento a todos!!!

Ah... no clipe de hoje, um pouco de ironia: Chove Chuva (Biquíni Cavadão)

domingo, 15 de outubro de 2017

Fechamento de Agosto/17 e Setembo/17 - o retorno dos aportes!!!

Buenas, galera!!! Correria sem fim, por isso dei um tempo nas postagens e hoje vou publicar um resumão...

Começando pelo que aconteceu com o post sobre os resultados de Agosto... tava prontinho, era só publicar e perdi tudo. Sim, sou um ignara na área da informática, mas deixando os meios de lado... o resultado é que perdi a postagem!

Bom, aí fomos para Setembro e já estamos na metade de Outubro... hoje tomei vergonha na cara para publicar os resultados dos últimos dois meses.

Agosto


Foram dois meses positivos, mas vamos primeiro a desempenho de Agosto:

  1. Carteira teve valorização de 2,46% perdendo apenas para o Ibovespa no mês
  2. Ações superaram o IBOV 8,55% x 7,46%
  3. FIIs, por sua vez, perderam para o IFIX -0,25% x 0,87%
  4. Outras Rendas Fixas bateram bem o CDI: 2,37% x 0,80%
  5. Tesouro Direto também superou o CDI: 1,38% x 0,80%
  6. Reserva Cambial praticamente empatou com o Dólar Comercial 0,93% x 0,97%

Agosto foi marcado pela última prestação da compra da terra e também com aporte de 1,76% na Carteira Financeira, o que é significativo. No mês sacrifiquei um pouco de ações e aportei mais em Renda Fixa devido a alguns compromissos próximos.
A avaliação das Carteiras Financeira e Global mostrou que ambas avançaram no mês. A Carteira Financeira cresceu 3,95% enquanto que a Global 3,09%.

Setembro



  1. Carteira teve valorização de 2,94% perdendo para o Ibovespa e para o IFIX no mês
  2. Ações superaram o IBOV 6,81% x 5,88%
  3. FIIs novamente perderam para o IFIX 5,55% x 6,57%
  4. Outras Rendas Fixas praticamente igualaram ao CDI: 0,65% x 0,64% - isso foi devido, principalmente ao vencimento de uma LC que não foi aportada novamente
  5. Tesouro Direto superou bem o CDI: 1,86% x 0,64%
  6. Reserva Cambial superou o Dólar Comercial 1,12% x 0,57%

Setembro não teve pagamento da terra, então o aporte retornou aos valores antigos e atingiu 5,13%. No entanto, em Outubro, devo ter o desembolso da escritura e registro, além da compra das mudas e mão-de-obra para o plantio.
No mês, novamente retirei algum valor de ações e também dos FIIs. O aporte ficou concentrado em Outras Rendas Fixas para manter liquidez suficiente para pagar os custos do plantio das árvores.
A avaliação das Carteiras Financeira e Global mostrou que ambas avançaram no mês, porém sem investimento em imóveis. A Carteira Financeira cresceu 8,22% enquanto que a Global 3,26%.


Bueno Galera! Espero retomar o padrão das postagens, mas tenho estudado bastante alguns assuntos de meu interesse (relativo a finanças) e também focado bastante no empreendimento florestal. As mudas já estão decididas, o sistema de plantio também, porém estou buscando mais alternativas para deixar a terra mais rentável, mas isso ficará para um outro post.

Abraço e sucesso a todos!!!

sábado, 5 de agosto de 2017

Fechamento de Julho/17 -

Sinto que o crescimento do mês
passado foi fogo de palha...
Buenas, galera! Esse mês voltamos à ciranda de sempre... sem crescimento na carteira financeira, mas também quase sem queda. Um encolhimento de 0,07% - estável. Pois é, minha via crucis deve seguir por mais dois meses.

Então vamos ao desempenho:

A CARTEIRA FINANCEIRA diminuiu 0,07%a CARTEIRA GLOBAL avançou 1,5%. Em 2017 o crescimento foi 7,6% para a Financeira e 18,1% para a Global. Abaixo seguem os comparativos da Carteira Financeira frente aos principais indicadores e a atual distribuição das carteiras (Financeira e Global).

Aporte? Não esse mês! Novamente draguei a carteira financeira, mas o dinheiro não desapareceu. Virou mais um pedaço de terra. Embora sem valores, o gráfico aportes mostra que a classe mais castigada nesse mês foi a de Outras Rendas Fixas, enquanto que o TD recebeu um pouco da mascada. Ações também cederam capital e FIIs receberam um leve aporte. No total, o desfalque foi significativo. Apenas as doletas permaneceram sem aporte nem retiradas.

Perdas e Ganhos



A carteira teve uma valorização interessante de 1,83%. Continua superando o CDI, IFIX, Poupança, Dólar e IPCA. Neste mês ficou para trás apenas do Ibovespa.

Ações valorizaram 4,44% no mês, levemente abaixo do Ibovespa (4,80%). Os destaques do mês foram BBAS3 e HGTX3 e, na ponta negativa, TUPY3 foi a única ação com queda na carteira.

FIIs valorizaram 0,30% que, embora baixo, performou melhor que o IFIX (-0,39%). O destaque do mês foi a queda de BRCR11.

Outras Rendas Fixas valorizaram 0,99% contra 0,80% do CDI, em linha com os demais meses.

Tesouro Direto após dois meses no marasmo, voltou a turbinar e encerrou julho com valorização de 2,74%. O TD-IPCA+35 que vinha afetando negativamente os resultados dos últimos dois meses, subiu 4,69% em julho dando uma boa ajuda na carteira

Reserva Cambial seguiu a queda do dólar no mercado e ficou negativa em 4,76%. No entanto caiu menos que o Dólar Comercial (-5,92%).

Bola de Cristal


Quem sabe teremos alguns momentos de tranquilidade. Será? No final de junho não via um cenário muito positivo, mas a condenação de Lula e a força do governo deram um ânimo ao mercado.

No entanto não vejo nenhum desses fatos como algo duradouro. A condenação de Lula foi em primeira instância e pode ser revertida ou não ratificada pela segunda instância até o pleito de 2018. De concreto deu a ele um motivo claro para candidatar-se: foro privilegiado.

A força de Temer... salvou o pescoço dele, mas não sei se terá força para seguir com as reformas, em especial a da previdência. Tomara que sim e que não saia muito caro. Eu preferia o Maia no lugar dele nesse momento, mas vamos em frente.

Ações: parecia que a consolidação iria romper para baixo, mas vieram boas novas e as ações decolaram. Em especial as estatais que ainda estavam mais atrás na recuperação. Claro, isso tudo tem influência no curto prazo, no longo prazo tanto faz. O foco é boas empresas e aportar constantemente. No meu caso, só manutenção até retomar o poder de aporte.

FIIs: continuo acreditando na resiliência deles, embora parece que estão mostrando esgotamento. Acho que o fim do ciclo de queda dos juros pode trazer uma realização nos papéis.

Juros: a queda de 100 bps foi concretizada em 25 e 26/07. Por hora acredito que teremos mais um corte igual em setembro. Vamos ver se os TDs indexados cedem um pouco mais pois quero realizar o lucro de alguns títulos...

Dólar: caiu forte em Julho ao perder os 3,20 e acredito que vai enroscar na casa dos 3,10. Continuo sem aportar.

Som de hoje: Megadeth - Holy Wars

sábado, 29 de julho de 2017

DIs longos flertando com o patamar pré-Joesley

Buenas, galera! Um post rápido apenas para atualizar o comportamento dos juros futuros.

Na última postagem havia comentado que os DI1F19 já havia retornado ao patamar pré-crise, enquanto que o DI1F25 ainda estava sobre uma resistência e que, assim que rompida poderia tomar trajetória até a faixa de 10,00. Isso ocorreu na semana seguinte com o mercado acreditando no corte dos juros pelo COPOM.
1. O gráfico verde e vermelho é o DI1F19 e o azul e rosa o DI1F25
2. No dia 17/05 marcado pelas setas verdes os DIs estavam em ancorados nos suportes de 8,70 (DI1F19) e 10,00 (DI1F25) e, no dia seguinte, subiram na faixa de 130-150 bps.
3. O DI1F25 encontrava-se sobre o suporte na região dos 10,60. Logo depois da linha pontilhada do retângulo da consolidação ele rompeu a consolidação e passou pela antiga resistência dos 10,41 vindo testar os 10,00.
4. Depois desse movimento acredito que ele permaneça testando os 10,00 por um tempo antes de romper e cair em direção aos 9,60 e, depois, 9,20. Vale lembrar que as incertezas políticas afetam muito a curva desse DI.
5. O DI1F19 também caiu e com mais vontade. Isso porque as incertezas o afetam menos, uma vez que tem prazo curto. Não vejo muito mais espaço para queda no DI1F19 que deve acompanhar a expectativa da Selic para o final de 2018. Como já está em 8,00/8,10 pode cair quanto mais? 50, 100 bps? Será que teremos Selic abaixo de 7,5 ou 7? Temos que aguardar, mas eu considero 7,5.

Quanto ao Tesouro Direto, como esperado o TD-IPCA+19 caiu forte acompanhando a curva do DI19. O mesmo podemos falar sobre o TD-Pré+23 que retornou ao patamar pré-Joesley.

Já os TD-IPCA+24, TD-IPCA+35 e TD-IPCA+45 estão mais céticos e guardando um pouco de incerteza.
Pré23 -5pp: TD-Préfixado venc. 2023 com 5 pontos percentuais a menos
Fiz isso para ficar mais fácil de visualizar no gráfico
Para facilitar, tracei linhas horizontais partindo do ponto em que estavam as taxas dos TDs no dia 17/05.
TD-IPCA+19: linha mais baixa - está na cota de 4,60
TD-Pré+23: próxima linha - está na cota de 5,03 (portanto o valor correto é 10,03)
TD-IPCA+24/35/45: logo acima da linha do TD-Pré+23 - está na cota de 5,10

Sendo assim, continuo aguardando o TD-IPCA+35 chegar ao patamar pré-crise para trocar um pouco desse título para TD-Selic23.